segunda-feira, 13 de julho de 2015

A propósito de: Rip Rig & Panic - God (última)

Cada vez que toca, God desenha-se como uma Torre de Babel que logrou recuperar a unidade perdida. Pelo engenho de uma fatia da geração que viveu in loco a vertigem do Punk – mas que teve o discernimento de compreender a tempo a irrevogabilidade do seu ocaso –, múltiplas linguagens fundem-se numa coisa só e Bristol chega ao lugar onde o desejo de um antiquíssimo povo da Mesopotâmia havia soçobrado. Tanto tempo depois, o reencontro dos seres humanos numa só espécie – sem prejuízo da essencial pluralidade – foi outra vez possível.



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