A televisão portuguesa vive um
estranho caso de exaltação/negação no seu discurso sobre a música Pop que se faz
por cá. Por um lado, propaga a ideia feita da capacidade nacional em sermos tão
bons como os outros, ao mesmo tempo que raramente entreabre as suas portas à vitalidade
emergente. Traduzindo, os três canais alavancam a sua seleção musical em
consagrados, vencedores de concursos de talentos, subprodutos como a família
Carreira e estrelas africanas de equivocada africanidade, enquanto a verdadeira
vida, a bordo de nomes mais ou menos conhecidos, é proscrita em nome do
superior interesse da ignorância.
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