Há 25/30 anos, um concerto era um acontecimento, não porque a música fosse então
melhor, mas pela relativa raridade da vida no palco. Hoje, tudo é diferente e a
oferta em Portugal não se sente diminuída em relação a outras geografias. Claro
que a escassez tem uma dimensão romântica ausente da abundância e se,
normalmente, não estava disponível a primeira linha, acabava por aparecer gente
que nem sequer tinha cá discos à venda. Os industriais Bourbonese Qualk e a
trupe gaulesa Achwghâ Ney Wodei são exemplos
disso.
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