Não será, de certo,
um assunto de Estado, mas tem tido os condimentos suficientes para dar lastro a
uma pequena polémica que muitos tomam por geracional. Por aqui, a afirmação é
cristalina: nunca houve, durante os anos 60, verdadeiro Rock em Portugal, mas
sim um simulacro dos ventos que sopravam do eixo anglo-americano e de França. A
originalidade era quase nula, copiava-se mal, faziam-se versões rudimentares e
ensaiava-se uma pose que não assentava bem. O inverso a esta apatia criativa
rareava tanto como a sombra num deserto, mas entre tão grande desolação gravou
a Filarmónica Fraude, gente que teve a argúcia de olhar mais para dentro do que
para fora.
Sem comentários:
Enviar um comentário