domingo, 4 de janeiro de 2015

Uma sombra no deserto 1

Não será, de certo, um assunto de Estado, mas tem tido os condimentos suficientes para dar lastro a uma pequena polémica que muitos tomam por geracional. Por aqui, a afirmação é cristalina: nunca houve, durante os anos 60, verdadeiro Rock em Portugal, mas sim um simulacro dos ventos que sopravam do eixo anglo-americano e de França. A originalidade era quase nula, copiava-se mal, faziam-se versões rudimentares e ensaiava-se uma pose que não assentava bem. O inverso a esta apatia criativa rareava tanto como a sombra num deserto, mas entre tão grande desolação gravou a Filarmónica Fraude, gente que teve a argúcia de olhar mais para dentro do que para fora.



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