Na tortuosa
caminhada da Humanidade há momentos que, pela sua absoluta originalidade, tudo
transformam. Na literatura Lautréamont escreveu como ninguém o fizera antes,
ou, no plano histórico, após o Holocausto os homens tomaram, finalmente, consciência de que não são apenas filhos de Deus. A música não foge a esta regra
do facto singular revestido de virtude transfiguradora. Por exemplo, Louis e Bebe Barron estariam longe de imaginar que a sua
partitura para o filme O Planeta Proibido (1956) se transformaria num marco
essencial da música eletrónica, dezenas de anos antes do tempo da informática para todos.
Sem comentários:
Enviar um comentário