domingo, 11 de janeiro de 2015

Eletrónica vintage

Na tortuosa caminhada da Humanidade há momentos que, pela sua absoluta originalidade, tudo transformam. Na literatura Lautréamont escreveu como ninguém o fizera antes, ou, no plano histórico, após o Holocausto os homens tomaram, finalmente, consciência de que não são apenas filhos de Deus. A música não foge a esta regra do facto singular revestido de virtude transfiguradora. Por exemplo, Louis e Bebe Barron estariam longe de imaginar que a sua partitura para o filme O Planeta Proibido (1956) se transformaria num marco essencial da música eletrónica, dezenas de anos antes do tempo da informática para todos.





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