Stop Making Sense perfaz 30 anos e o
tempo volvido apenas confirma o engenho dos Talking Heads na resolução de um
problema maior do Pop/Rock: como passar da intimidade do pequeno clube para um
palco fixado por milhares de olhos sem que a alma se perca pelo caminho? Os
nova-iorquinos conseguiram-no com a mais simples das receitas: privilegiar a
música como elemento central de um concerto, sublinhando a irredutibilidade do fator
humano – rostos de carne e osso, suor, cumplicidade, comunhão. Em comparação
com o aparato pirotécnico dos grandes nomes do negócio da música ao vivo, assenta-se
a certeza da imensa virtude dos Talking Heads, dentro e fora do estúdio.
Sem comentários:
Enviar um comentário