São uma pálida imagem do que foram
e, tal como aconteceu com os The Rolling Stones, transformaram-se numa coisa
puramente empresarial. Na verdade, é difícil encontrar uma explicação plausível
para a contínua degradação dos irlandeses U2 desde o tempo de Achtung Baby e Zooropa, mistério que se
adensa consideravelmente quando se recorda como foram então capazes de combinar
inventividade com exposição planetária. Talvez a entrada em piloto automático
se deva a terem intuído a sua futura vocação como negociantes de toques
polifónicos, o que nos deixa, irremediavelmente, a sós com a memória.
Pode soar piroso, mas continuo a achar que Numb é uma das melhores canções pop dos 90.
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