quinta-feira, 2 de outubro de 2014

O ar que respiramos

No lugar mais sagrado do nosso Jardim estão inscritos aqueles que se libertaram dos limites da sua carne e se fundiram com o oxigénio que respiramos. Por isso, Cantigas do Maio e Por Este Rio Acima já não pertencem exatamente aos seus autores, José Afonso e Fausto Bordalo Dias. O primeiro é uma visão, registada a partir do exílio, do destino do povo português, 9 canções entrelaçadas numa imensa tela musical tão ciosa das suas raízes, como capaz de subtis audácias sónicas. Quando chegar a hora de Portugal enviar uma sonda para o espaço, Cantigas do Maio viajará em classe executiva. Ao seu lado irá certamente Por Este Rio Acima, que ao fazer a crónica da outra face do encontro de culturas empreendido pelos portugueses na Ásia durante o século XVI, acaba por desenhar um vívido retrato dos mil e um desvarios que o coração dos homens encerra.





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