Os Mão Morta começaram por ser um
grupo do Entre-Douro-e-Minho, até que viajaram para Lisboa e, via João
Peste/Ama Romanta, se lançam sobre o país. O primeiro LP representa, só por si,
um novo arranque do Rock português, afastando-se radicalmente do que acontecera
desde 1980. Neles, tudo era diferente: a voz de Adolfo, a vertigem rítmica, a vida no palco, a rugosidade poética e os temas que a sustentavam. Os Mão Morta
continuaram até hoje, mas, passados tantos anos, é a espontaneidade à beira do
abismo de 1988 que ainda nos deixa trémulos. Voltaremos ao Minho.
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