quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Um casamento perfeito

Não há cinema sem música, seja qual for o grau de envolvimento entre as partes. Para além das canções que lhes concede, a música preenche os espaços dos filmes, dá-lhes espessura dramática e favorece o desenvolvimento da narrativa. Nalguns casos, a visualização do filme é praticamente indistinta da audição da sua banda sonora. Um exemplo esclarecedor desta quase fusão entre imagens e música é Aguirre, o Aventureiro, de Werner Herzog, com paleta sonora a cargo de um dos mais misteriosos grupos do Krautrock, os Popol Vuh. Acrescenta-se que o filme é sobre um aventureiro quinhentista que, em busca do El Dorado, acaba por morrer, à mercê das garras do destino, como um viking.



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