Não há cinema sem música, seja qual for o grau de
envolvimento entre as partes. Para além das canções que lhes concede, a música
preenche os espaços dos filmes, dá-lhes espessura dramática e favorece o desenvolvimento
da narrativa. Nalguns casos, a visualização do filme é praticamente indistinta
da audição da sua banda sonora. Um exemplo esclarecedor desta quase fusão entre
imagens e música é Aguirre, o Aventureiro, de Werner Herzog, com paleta sonora
a cargo de um dos mais misteriosos grupos do Krautrock, os Popol Vuh.
Acrescenta-se que o filme é sobre um aventureiro quinhentista que, em busca do
El Dorado, acaba por morrer, à mercê das garras do destino, como um viking.
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