Leslie Winer pouco mais aparece do que o cometa
Halley. Já nos cruzámos com a ex-modelo por intermédio de Personals, de Jon Hassell,
mas o que agora importa é o seu LP Witch, de 1993. O feitiço de Winer está na voz, que ressoa lenta e misteriosamente por entre os recantos mais
solitários da grande cidade. Witch é notívago, para ouvir ao longo das
horas que vão desenhando a madrugada, mas não manifesta sintomas
urbano-depressivos típicos, embora também esteja muito longe de ser um salvo-conduto
para o bem-estar. A fúria domesticada de Leslie devia aparecer mais vezes.
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