O planeta delira com a hipersexualidade que a
indústria vai engendrando à boleia de uma determinada ideia do que é a música
negra. Pin-ups cantoras (ou vice-versa, tanto faz) ganham milhões e
transformam-se, segundo sábios da área financeira, em figuras de influência
planetária, poder que, aparentemente, deve assentar, em primeiro lugar, nas
magníficas linhas de cintura que exibem. Contraditoriamente, não se pode
ignorar que, nalguns casos, esta dimensão sexual chega a roçar o patético,
exatamente porque os seus promotores pretendem ignorar o valor inestimável do secretismo
que envolve a intimidade a dois. Lantejoulas à parte, felizmente que
continua a ser possível viajar até ao outro lado, aquele lugar especial onde a
música, mesmo que anónima e privada de cenários aparatosos, vale por si.
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