segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Esqueçam a indústria das ancas

O planeta delira com a hipersexualidade que a indústria vai engendrando à boleia de uma determinada ideia do que é a música negra. Pin-ups cantoras (ou vice-versa, tanto faz) ganham milhões e transformam-se, segundo sábios da área financeira, em figuras de influência planetária, poder que, aparentemente, deve assentar, em primeiro lugar, nas magníficas linhas de cintura que exibem. Contraditoriamente, não se pode ignorar que, nalguns casos, esta dimensão sexual chega a roçar o patético, exatamente porque os seus promotores pretendem ignorar o valor inestimável do secretismo que envolve a intimidade a dois. Lantejoulas à parte, felizmente que continua a ser possível viajar até ao outro lado, aquele lugar especial onde a música, mesmo que anónima e privada de cenários aparatosos, vale por si.





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