O britânico Derek Jarman
foi um cineasta empenhado na crítica ao conservadorismo de Margaret Thatcher,
pousando o seu olhar nos que vivem na margem, segregados por motivos socioeconómicos,
mas também por razões de identidade sexual. O seu cinema foi, essencialmente,
um espaço de excluídos e as escolhas musicais que o acompanham indicam, também,
um mundo paralelo ao palco principal do Pop/Rock. Entre adaptações de textos de
Shakespeare e manifestos libertários, The Last of England é o seu filme mais
eloquente. Outra via para conhecer a sua originalidade é o
trabalho que desenvolveu enquanto realizador de telediscos: Sex Pistols,
Marianne Faithfull, Throbbing Gristle, Orange Juice, Marc Almond, Bryan Ferry,
The Smiths, Pet Shop Boys…
Sem comentários:
Enviar um comentário