Há anos que a indústria musical tenta reanimar o
seu próprio cadáver com injeções massivas de adrenalina digital, mas os resultados não têm sido propriamente transcendentes. Mas se é verdade que uma determinada
estrutura imperial colapsou, o mesmo não se dirá da música em si. Na verdade,
ela prolifera por todo o lado, mas – e é esta a grande diferença – em edições
mais pequenas, dinamizadas por gente que compreendeu a urgência de ir ao
encontro dos melómanos sobreviventes ao naufrágio. Por isso, é possível
continuar a ouvir encontros inesperados, como este que junta um grupo enamorado,
ainda que de forma heterodoxa, pela pista de dança e um antigo colaborador de
Laurie Anderson e do já desaparecido Arthur Russell.
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