Um ótimo filme português,
Guerra Civil (2010), de Pedro Caldas, nunca estreou pelo facto da sua banda
sonora integrar canções sem a devida autorização legal. O lamento é duplo: o
filme é virtuoso e, se tivesse oportunidade, poderia ser capaz de escavacar os
minúsculos nichos onde o cinema nacional teima, tantas vezes, habitar; a
música também vai bem e funciona como uma engrenagem fundamental da história.
Siouxsie, a divindade gótica primordial, anda por lá na companhia dos seus
Banshees, enquanto a sombra da Joy Division é uma verdadeira personagem de
carne e osso. Ao invés, aos Orange Juice cabe o papel de Sol.
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